terça-feira, 2 de setembro de 2014

Um dos mais procurados do Ceará troca tiros com a polícia

A ação aconteceu na noite desta segunda (01) na localidade de Urucunema, no município de Eusébio.

Dois homens armados trocaram tiros com policiais durante uma fuga. Um dos fugitivos é um dos criminosos mais procurados do Ceará, José Roberto Honórato da Silva, conhecido como "Roberto Olhão".
Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública, os policiais entraram em um matagal à procura dos dois criminosos e encontraram uma pistola 380, mas não conseguiram capturar os bandidos.
Ainda de acordo com a SSPDS-CE, Roberto Olhão é suspeito de crimes de roubo, latrocínio, homicídios e formação de quadrilha. O outro suspeito não foi identificado.

Colisão entre carro e caminhão deixa vítima fatal

O automóvel pegou fogo após o acidente, que ocorreu na BR-020, em Canindé

No final da tarde da última segunda-feira (1º), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) interditou, parcialmente, o km 302, da BR-020, em Canindé após colisão frontal entre um caminhão e um carro. Um pessoa morreu.
Conforme a PRF, com o impacto da colisão, o automóvel pegou fogo. A vítima não foi identificada. A situação na via já foi normalizada.
Balanço
As estradas cearenses registraram 38 acidentes com 29 pessoas feridas e cinco mortes no último fim de semana. 

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Vai renovar a Habilitação?

A CNH é PPD está a se vencer ou vencida? ou é Definitiva está a se vencer ou vencida? 

Caso seja, uma das duas opções, não há a necessidade de se deslocar ao Detran. Basta acessar o E-habilitação, segue o link http://e-habilitacao.detran.ce.gov.br/welcome/login_habilitado, preencher os dados do documento, emitir o boleto e aguardar o documento em até 15 dias no endereço fornecido no processo. Obs.: É importante ressaltar que dessa forma somente se não houver mudança de dados. Ex.: endereço, nome de casado e outras informações. Se houver mudança, tem que procurar presencialmente o órgão efetuar a retificação e em seguida pagar o boleto.


Se ficar com alguma duvida consulte a Ouvidoria e Controladoria do Estado pelo telefone 155
ligação gratuita.

Se as informações ficaram claras! Pague o boleto impresso e boa sorte!


Fonte: Jucelino teleatendente da Ouvidoria.

Acusado de matar cartunista Glauco é preso suspeito de latrocínio em GO

Carlos Eduardo foi detido após perseguição policial, nesta segunda-feira.
Ele estava em liberdade desde 2013, quando teve alta de clínica psiquiátrica.

Vitor Santana e Elisângela NascimentoDo G1 GO
Carlos Eduardo Sundfeld Nunes foi preso suspeito de latrocínio em Goiânia, Goiás (Foto: Divulgação/PM)Carlos Eduardo foi preso após bater o carro, em
Goiânia (Foto: Divulgação/PM)
A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira (1º), Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, de 29 anos, e outro homem, que não teve a idade divulgada, suspeitos de cometerem um latrocínio (que é roubo seguido de morte) e uma tentativa de latrocínio em Goiânia. Carlos Eduardo, conhecido como Cadu, é acusado de matar o cartunista Glauco Vilas Boas e o filho dele, Raoni Vilas Boas, em 2010.
De acordo com o delegado Tiago Damasceno a prisão ocorreu após ele identificar o carro roubado em um dos crimes, ocorrido no domingo (31).

“Eu tinha a placa e as características do Honda Civic que foi roubado no domingo, de um jovem de Goianésia. E hoje, dirigindo pela cidade, eu avistei esse carro e comecei a persegui-lo. Eu pedi ajuda de um guarda municipal. Ao perceber que estava sendo seguido, ele subiu na calçada e tentou fugir, mas acabou batendo no muro e foi rendido”, disse o delegado ao G1. Segundo ele, Cadu atirou contra os policiais, mas ninguém se feriu.
Liberdade
Apesar de ter confessado a morte do cartunista Glauco e do filho dele, Cadu, que tem esquizofrenia, não chegou a ser julgado porque a Justiça o considerou inimputável, ou seja, incapaz de perceber a gravidade de seus atos. A doença mental não tem cura, mas tem controle, desde que seja tratada.
Incluído no Programa de Atenção integral ao Louco Infrator (Paili), ele passou por tratamento em uma clínica psiquiátrica de Goiânia, mas, em agosto de 2013, a Justiça de Goiás decidiu que ele podia receber alta médica. A decisão foi tomada pela juíza Telma Aparecida Alves, da 4ª Vara de Execuções Penais.
A medida foi embasada na avaliação médica do Tribunal de Justiça de Goiás, feita em junho daquele ano, em que o rapaz recebeu parecer favorável à liberação. Segundo a decisão, Cadu, que tem esquizofrenia, estava apto a passar a fazer tratamento ambulatorial, em vez de ficar internado.
Perseguição
Segundo o delegado Damasceno, Cadu dirigia um carro roubado quando foi perseguido nesta segunda. Esse veículo havia sido levado durante um assalto no Setor Oeste, na noite de domingo (31), quando o proprietário, um jovem de 21 anos, foi assassinado.
Carlos Eduardo Sundfeld Nunes dirigia um carro roubado quando foi perseguido pela Polícia Civil em Goiânia, Goiás (Foto: Divulgação/PM)Carlos Eduardo dirigia um carro roubado quando foi perseguido e preso (Foto: Divulgação/PM)
No momento em que foi abordado pela polícia na tarde desta segunda, Cadu reagiu e, segundo o delegado, começou a atirar contra os policiais. Ninguém ficou ferido na troca de tiros. Em seguida, tentou fugir, mas bateu o carro em um muro. Com ele, a polícia apreendeu um revólver calibre 38 prateado, mesma descrição da arma que matou o jovem de 21 anos no domingo.
Já o outro suspeito se rendeu imediatamente. Ainda de acordo com Damasceno, os dois negam envolvimento em qualquer crime. “Eles não dão muita explicação, dizem apenas que estavam levando os carros de um bairro para o outro. Ainda vamos ouvi-los formalmente e também outras testemunhas, para tentar esclarecer todo o caso”, disse.
Cadu também é suspeito de envolvimento na tentativa de latrocínio de um homem de 45 anos, no Setor Bueno, na última quinta-feira (28). De acordo as investigações, os criminosos estavam em um Honda City branco e atiraram contra uma VW Saveiro, atingindo o condutor. Ele sobreviveu, mas está internado na UTI do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo).
A unidade de saúde informou nesta tarde que o estado de saúde dele é grave e ele respira com a ajuda de aparelhos.
Homem de 45 anos sofreu tentativa de homicídio no setor bueno em Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Segundo a polícia, Cadu tem ligação com tentativa de homicídio contra um homem de 45 anos, ocorrida
na última quinta-feira, em Goiânia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Na hora da prisão de Cadu, nesta segunda, o comparsa estava na direção de um carro com as características descritas pelas testemunhas à polícia como sendo o usado pelos suspeitos na última semana. “Um dos carros é o que foi roubado no latrocínio e tudo leva a crer que esse outro automóvel foi o utilizado para cometer a tentativa”, explicou Damaceno.
Duplo homicídio
Em 2010, Cadu confessou ter matado o cartunista Glauco e o filho dele, no dia 12 de março, no sítio onde a vítima morava, em Osasco (SP). Ele invadiu a propriedade e atirou contra as vítimas.
O rapaz frequentava a Igreja Céu de Maria, fundada por Glauco, que segue a doutrina religiosa do Santo Daime. No dia do crime, o jovem estaria sob efeito de maconha e haxixe.
Cadu também foi acusado de três tentativas de homicídio contra agentes federais, roubo, porte de arma com numeração raspada e tortura. Preso na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu (PR), ao tentar fugir para o Paraguai, acabou indo para o Complexo Médico Penal do Paraná e, depois, transferido para Goiânia, onde ficou internado em uma clínica psiquiátrica e teve alta em 2013.

PM fingiu ser traficante responsável por morte de Amarildo, diz laudo

Laudo de voz do Instituto de Criminalística Carlos Éboli confirmou inquérito.
Marlon Campos Reis e outro soldado tentaram incriminar traficantes.

Do G1 Rio
PMs são indiciados pelo desaparecimento do pedreiro Amarildo/GNews (Foto: Reprodução Globo News)PMs foram indiciados pelo desaparecimento do pedreiro Amarildo (Foto: Reprodução Globo News)









O Ministério Público do Rio de Janeiro informou, nesta segunda-feira (1) que os laudos de voz do caso do desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza, em julho de 2014, indicam que o soldado Marlon Campos Reis de fato se fez passar por um criminoso, na tentativa de responsabilizar traficantes pela morte de Amarildo, torturado por policiais da UPP da Rocinha, na Zona Sul do Rio.
Segundo parecer do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), é do soldado Marlon Campos Reis a voz do homem que ligou para outro policial fingindo ser o traficante Thiago da Silva Neris, conhecido como Catatau (na intenção de atribuir ao tráfico de drogas a resposabilidade pelo “sumiço” de Amarildo). Na ligação, Marlon faz supostas ameaças e diz que já “botou o Boi (apelido de Amarildo) na sua conta”.

Marlon sabia que sua ligação estava sendo monitorada, por ordem judicial, porque efetuou ligação para um celular de outro policial que sabia estar grampeado na chamada Operação Paz Armada, realizada no dia 13 de julho de 2013 na favela da Rocinha. A versão inicial de que a voz seria do traficante foi logo descartada por um laudo da Polícia Civil.

Em seguida, nova análise feita pela Divisão de Evidências Digitais e Tecnologia (DEDIT) da CSI, comparando a voz dos 34 PMs citados no processo, descobriu que o soldado Marlon foi o autor da ligação, acompanhado do soldado Vital. Com o telefone monitorado, eles foram a Higienópolis fazer a ligação.

O processo do caso Amarildo, que tramita na 35ª Vara Criminal, irá ingressar na fase de alegações finais. Em outubro de 2013, a Justiça recebeu denúncia do MPRJ contra 25 policiais por tortura , 17 por ocultação de cadáver, 13 por formação de quadrilha e quatro por fraude processual.
Tortura
Uma ação civil pública do Ministério Público do Rio aponta que dois dos mesmos policiais que participaram diretamente da tortura do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza - desaparecido no dia 14 de julho de 2013 após policiais da UPP Rocinha o levarem para uma averiguação - também foram responsáveis pela tortura de mais três adolescentes na favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio. Ao todo, 29 PMs, entre eles o major Edson Santos, comandante da UPP da Rocinha à época, participaram do desaparecimento pedreiro. 

Além das três supostas vítimas de tortura pelos mesmos policiais envolvidos no caso Amarildo, outras cinco pessoas foram vítimas de agressões físicas e psicológicas por outros agentes lotados na mesma UPP. O MP quer que o Estado pague pelo menos R$ 50 mil a cada vítima de tortura ou seus familiares. Ao todo, por tanto, nove pessoas ou suas famílias poderão ser indenizadas.
Segundo a ação civil, o soldado Douglas Roberto Vital Machado torturou dois jovens moradores e o tenente Luiz Felipe de Medeiros invadiu a casa de um adolescente e acompanhado de outro policial o ameaçou de morte, deu tapas, socos a fim de conseguir informações sobre "o paradeiro de drogas e determinado traficante". Ambos são acusados de participar ativamente da tortura de Amarildo.
A ação foi ajuizada pela promotora Gláucia Santana por ato de improbidade administrativa contra 31 policiais militares acusados de torturar nove moradores da Rocinha. Na ação, a promotora pede a condenação dos policiais à perda da função pública e suspensão dos direitos políticos por cinco anos, além de pagamento de multa a ser fixada pela Justiça.

O Ministério Público também requereu à Justiça que o Estado seja obrigado a pagar indenização a cada uma das vítimas no valor de R$ 50 mil, além de depositar R$ 450 mil em um fundo estadual de defesa dos interesses difusos coletivos, a título de danos morais coletivos.

A Procuradoria-Geral do estado afirmou que ainda não foi notificada sobre as indenizações. O comando da Polícia Militar informou que não foi notificado oficialmente sobre a ação civil pública movida pelo Ministério Público contra 31 policiais militares acusados de torturar moradores da comunidade da Rocinha. Treze policiais citados na denúncia já estão presos por envolvimento no desaparecimento de Amarildo de Souza. Outros dois PMs também citados já responderam a um Inquérito Policial Militar (IPM) por abuso de autoridade e o caso agora está no 4º Juizado Especial Criminal.
A Corregedoria Interna da PM finalizou no início do mês de julho o IPM do caso Amarildo, indicando que 29 policiais militares tiveram participação no desaparecimento do ajudante de pedreiro. Os praças respondem a um Conselho de Disciplina. Já os oficiais respondem ao Conselho de Justificação da Secretaria de Segurança.

Operação Paz Armada 
Os casos foram relatados ao MP pelo Conselho Estadual dos Direitos Humanos e ocorreram, a partir de março de 2013, quando foi deflagrada a operação Paz Armada pela UPP da Rocinha e pela 15ª DP (Gávea) , para combater o tráfico de drogas na comunidade.

De acordo com a denúncia, moradores foram detidos sem qualquer flagrante; residências foram invadidas sem que a Polícia tivesse mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça; moradores da comunidade foram vítimas de ameaças, abuso de autoridade, e até mesmo de tortura e ações violentas cometidas por agentes militares contra gestantes e adolescentes. A operação também resultou na morte do pedreiro Amarildo Dias de Souza, em 14 de julho de 2013.

A partir da denúncia, foi instaurado inquérito civil e tomados os depoimentos de moradores na comunidade e na Promotoria, o que permitiu a ação.

A ação civil pública pede a condenação de Edson Raimundo dos Santos, Luiz Felipe de Medeiros, Douglas Vital Machado, Marlon Campos Reira, Joge Luiz Gonçalves Coelho, Victor Vinicius Pereira da Silva, Jairo da Conceição Ribas, Anderson Cesar Soares Maia, Wellignton Tavares da Silva, Fábio Brasil da Rocha da Graça, Reinaldo Gonçalves dos Santos, Lourival Moreira da Silva, Wagner Soares do Nascimento, Rachel de Souza Peixoto, Thaís Rodrigues Gusmão, Felipe Maia Queiroz Moura, Dejan Marcos de Andrade Ricardo, Jonatan de Oliveira Moreira, Márcio Fernandes de Lemos Ribeiro, Bruno dos Santos Rosa, Sidney Fernando de Oliveira macário, Vanessa Coimbra Cavalcanti, João Magno de Souza, Rafael bayma Mandarino, Rodrigo Molina Pereira, Adson Nunes da Silva, Tiago José Martins de Medeiros, Wesley Souza da Costa, Sidnei Leão dos Santos Filho, Rafael Adriano Silva de Carvalho e Vitor Luiz Evangelista.
Placa na Rua Von Martius também foi modificada (Foto: Fernanda Rouvenat/G1)Placa na Rua Von Martius também foi modificada
(Foto: Fernanda Rouvenat/G1)
Manifestações
O desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo provocou muitas manifestações na Rocinha - muitas delas chegaram a interditar a Autoestrada Lagoa-Barra. Placas de rua foram modificadas e o nome do ajudante de pedreiro foi colocado no lugar dos nomes reais das vias, como a Von Martius, no Jardim Botânico, e na Almirante Salgado, em Laranjeiras. Na placa, Amarildo é descrito como "torturado e assassinado por policiais da UPP da Rocinha".

Polícia apreende fuzil em Quixadá

INVESTIGAÇÃO

Uma operação conjunta da Polícia Civil e da PM culminou em prisões e apreensões de armas e entorpecentes

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O material apreendido durante a operação, que deu cumprimento a uma ordem judicial de busca e apreensão, no bairro Campo Novo, foi recolhido e encaminhado à Delegacia Regional de Quixadá, bem como os quatro presos
FOTOS: DIVULGAÇÃO
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Natanael Brito estava em posse do fuzil 762, apreendido pelo Cotar, durante a operação
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'Nem' foi preso, na Rua da Lavanderia, com um revólver, calibre 38, munição do mesmo calibre e droga
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'Hardim' foi pego em flagrante com drogas e uma quantidade de dinheiro, em cédulas de pequeno valor
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'Haroldo' portava drogas e tentou escondê-las, quando avistou os militares, segundo a Polícia
Uma operação conjunta da Delegacia Regional de Quixadá (DRQ), do Departamento de Inteligência da Polícia Civil (DIP) e do Comando Tático Rural (Cotar) resultou em quatro pessoas presas, armas de grosso calibre e drogas apreendidas. A ação desencadeada, na manhã de ontem, em Quixadá (a 158 Km de Fortaleza), foi autorizada por um mandado de busca e apreensão para 13 casas, situadas no bairro Campo Novo, expedido pelo juiz da 3ª Vara da Comarca de Quixadá, Fabiano Damasceno Maia.
De acordo com o delegado Alexandre Ferraz, titular da DRQ, as investigações começaram depois de denúncias anônimas sobre a prática de tráfico de drogas naquele bairro. "Os inspetores investigaram as denúncias dos informantes e realmente flagraram as atividades ilegais. Fizemos campanas e conseguimos, inclusive, fotografar as negociações das drogas. Em posse de todas as provas, nós as enviamos à Justiça e conseguimos este mandado de busca e apreensão, contra as casas dos principais alvos. Aguardamos o melhor momento e partimos para o cumprimento, na hora em que achamos que seria apropriada para as apreensões", afirmou.
Todas as pessoas que foram encontradas em posse de material ilícito nas residências revistadas foram presas. São elas, Márcio José Soares de Lima, o 'Nem'; Hardison da Silva Sousa, o 'Hardim'; Natanael Aprígio Brito; e Anderson da Silva Chagas, o 'Haroldo'. Um adolescente foi apreendido para averiguação. Segundo Alexandre Ferraz, os quatro detidos eram pessoas que realmente movimentavam o tráfico na área. "Mesmo sendo vizinhos e tendo uma pessoa, que eventualmente, levava drogas de um até outro, eles não faziam parte de uma quadrilha, nem agiam juntos. Eram criminosos independentes", disse Ferraz.
Apreensão
Em uma casa, na Rua Dalva Holanda, onde Natanael Brito estava, foi apreendido um fuzil, modelo Mosquefal, calibre 7.62, com uma caixa completa de munição, do mesmo calibre; na Rua da Lavanderia foi encontrada uma espingarda artesanal, calibre 12; e na Rua Peri Barroca foi achado um revólver 38, R$ 2.003 em espécie e uma motocicleta Honda, modelo Titan, sem nenhum documento.
Além disto, a Polícia apreendeu, ainda, seis celulares, relógios e pulseiras, que teriam sido dados com o pagamento pelas drogas, pelos usuários. "Por tudo o que foi achado e pelo que já havíamos visto nas investigações, a principal atividade dos presos era o tráfico. Até onde sabemos, eles não têm relação com outros tipos de crimes, como homicídios ou roubos", declarou o delegado regional.
Conforme informações da assessoria de comunicação da Secretaria da Segurança Pública, foram apreendidos também, máquinas para misturar outras substâncias à cocaína pura e aumentar seu volume, ação que é conhecida no mundo do crime, como "desdobrar drogas"; e um moinho utilizado para moer maconha prensada.
Fuzil
O delegado Alexandre Ferraz informou que há algum tempo a Polícia estava a procura do fuzil, que foi apreendido. Segundo ele, a arma de grosso calibre já estava sendo monitorada pelo DIP, que deu conta de seu transporte para a cidade de Quixadá.
"Uma informação chegou ao Cotar dando conta de que dois fuzis estavam sendo usados por criminosos, no Município de Pedra Branca. Os policiais foram até lá, mas só encontraram um. Depois disto, o DIP recebeu a informação de que o outro tinha sido levado para Quixadá. Possivelmente, esta arma apreendida é a mesma que estava sendo procurada. A partir de agora, vamos investigar como o transporte foi feito e quem foi o responsável por trazer e por receber este fuzil aqui", disse Ferraz.
O delegado salientou que existe um traficante da Cidade, que não foi preso nesta operação, mas que está sendo investigado. "Sabemos das atividades dele, mas não conseguimos provar nada, ainda. Recebemos informações que poderão ajudar na prisão dele, posteriormente", disse.
Márcia Feitosa
Repórter

Justiça Federal determina o leilão de bens de traficantes

'OPERAÇÃO CORUMBATU'
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A decisão sobre a disponibilidade dos bens dos réus para leilão foi proferida pelo juiz Danilo Fontenelle, titular da 11ª Vara da Justiça Federal
FOTO: JOSÉ LEOMAR
A 11ª Vara da Justiça Federal do Ceará determinou que bens de dois homens condenados por tráfico de entorpecentes sejam disponibilizados para leilão. Três veículos, sendo duas caminhonetes importadas, foram apreendidos em setembro de 2012 pela Polícia Federal (PF) durante a 'Operação Corumbatu', que investigava a atuação no Ceará de uma rede criminosa internacional de narcotraficantes.
De acordo com a decisão publicada no Diário Eletrônico da Justiça Federal, o delegado Janderlyer Gomes, titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF, ingressou com ação de Alienação Judicial Criminal com o objetivo de venda antecipada dos veículos Toyota Hilux CD 4x4 SRV, de placas NQV-8021, Fiat Palio Attractive de placas OCL-2739 e uma Toyota Hilux SW4 SRV 4x4 de placas NOB-0457.
Os bens foram apreendidos em cumprimento de mandados de busca e apreensão em poder dos réus Wagney Alcântara de Oliveira, o 'Vaqueiro'; e Ezivan Gonçalves dos Santos, apontado como o chefe da quadrilha.
Depósito
O delegado alegou que os veículos apreendidos em poder dos integrantes do bando estão no depósito da PF "se deteriorando" e perdendo valor comercial. O Ministério Público Federal (MPF) deu parecer favorável ao pedido do delegado Janderlyer Gomes pela disponibilização dos bens "e que o valor apurado seja acautelado em conta vinculada a este Juízo até o trânsito em julgado da ação penal". Ao analisar o caso, o juiz Danilo Fontenelle Sampaio, titular da 11ª Vara da Justiça Federal, determinou o leilão tradicional e por meio eletrônico dos bens.
O magistrado salientou que os réus foram condenados por tráfico de drogas e associação para o tráfico e considerou pertinente o argumento da autoridade policial.
Ezivan Gonçalves e Wagney faziam parte, segundo a Justiça Federal, de uma rede criminosa internacional responsável pelo transporte e venda de cocaína no Ceará. Os dois foram presos em setembro na operação da DRE, da Polícia Federal.
O advogado Michel Coutinho, que representa Ezivan Gonçalves, disse que está analisando a decisão judicial para decidir se vai recorrer.